Costumo escrever nos dias em que tenho inspiração, nos dias em que as idéias fluem naturalmente.
Mas hoje, definitivamente, não é um dia desses. Mas apesar de tudo, hoje eu tinha que escrever.
Todos os meus textos são repletos de uma grande carga emocional baseada nos meus sentimentos, nas minhas experiências. Mas nem todos eles falam de experiências felizes.
Nunca tive bloqueios para falar sobre o assunto, mas hoje parece tão difícil fazer esse texto seguir adiante.
No dia seis de outubro de dois mil e quatro faleceu uma das pessoas mais importantes da minha vida: meu pai. Ainda lembro, como se fosse hoje, dos tantos rostos que vieram prestar sua solidariedade e conforto a mim e minha família. Não preciso nem dizer que esta foi uma das fases mais sombrias e difíceis da minha vida, da minha mãe e das minhas irmãs.
Hoje, seis anos depois, as coisas mudaram muito. A dor foi suavizando. a saudade transformou-se em uma lembrança de gratidão e amor, e as palavras e ações do meu pai transformaram-se em ensinamentos que ajudaram a construir o meu caráter.
Sei que falar sobre a morte de alguém que tanto amamos nunca é fácil tanto para quem fala quanto para quem ouve ou lê. Mas queria transformar esse acontecimento tão difícil em um conjunto de bonitas palavras. Palavras essas que pudessem confortar outros corações, ou que simplesmente se tornassem uma singela homenagem.
Pai, não posso voltar no tempo pra estar novamente em tua presença, mas posso te sentir sempre perto de mim. O amor que sentiste enquanto estavas vivo conosco foi tão forte e profundo que ainda o sinto no meu coração.
Bela homenagem! ;D
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